

O governo vai fazer ainda este ano a capitalização da Eletrobrás. Em entrevista, o secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, confirma a operação que, segundo ele, será o segundo passo no saneamento da empresa, depois que o governo decidiu pagar aos acionistas dividendos atrasados havia até 30 anos.
O secretário descartou, no entanto, a possibilidade de retirar a estatal elétrica do cálculo das contas do superávit do setor público, como defendem alguns integrantes do governo.
Responsável pela administração do caixa, Augustin prevê que, após o resultado negativo de fevereiro, as contas do governo deverão apresentar déficit em outros meses deste ano. Mas garante que, a partir do segundo semestre, o crescimento mais forte da arrecadação vai garantir o cumprimento - sem artifícios - da meta de superávit primário equivalente a 3,3% do PIB.
Augustin diz ainda que, se preciso, o governo pode elevar o valor dos empréstimos do Tesouro ao BNDES para financiar investimentos. Ele defende o aumento da fatia de recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) que é destinada ao BNDES.
Eletrobrás. "Não há necessidade de retirar a estatal do cálculo do resultado das contas públicas. Seria o mesmo que não ter mais estatais federais no cálculo, já que, sem a Eletrobrás, o que sobraria de contribuição dessas empresas seria um valor muito pequeno. Não é o fato de estar ou não no cálculo que impede que ela tenha o modelo da Petrobrás, como quer o presidente. Ter a Eletrobrás na conta é um controle a mais para termos um resultado fiscal positivo. Mas quando as estatais têm resultado menor do que o previsto, o Tesouro compensa